{"id":3274,"date":"2010-09-20T10:44:28","date_gmt":"2010-09-20T12:44:28","guid":{"rendered":"http:\/\/challengingyourdreams.com\/?p=3274"},"modified":"2021-02-05T15:33:03","modified_gmt":"2021-02-05T17:33:03","slug":"19-de-setembro-br-319","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/v1.challengingyourdreams.com\/?p=3274","title":{"rendered":"19 de Setembro \u2013 BR 319"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">[singlepic id=3361 w=320 h=240 float=left]Deixamos Manaus para tr\u00e1s ao cruzarmos o Rio Amazonas e iniciarmos o duvidoso trajeto pela BR319. Ao mesmo tempo est\u00e1vamos apreensivos e empolgados! Hav\u00edamos escutado diversas est\u00f3rias sobre esse trecho . . . algumas tranq\u00fcilas e outras preocupantes. N\u00e3o tinha jeito, havia chegado a hora de vermos as condi\u00e7\u00f5es das pontes, torcendo para n\u00e3o termos que retornar e recorrer a mais um trajeto de barco pelo Rio Madeira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos preparamos para o pior, estocando a despensa com enlatados, abastecendo o tanque de \u00e1gua at\u00e9 a boca e levando tamb\u00e9m um gal\u00e3o de diesel extra para garantir. Pode parecer exagero, mas est\u00e1vamos sozinhos e caso cheg\u00e1ssemos a uma das \u00faltimas pontes e a mesma estivesse totalmente quebrada, ter\u00edamos que dar meia volta e re-fazer o percurso. N\u00e3o quer\u00edamos ser pegos desprevenidos!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s cruzarmos a primeira balsa, tendo passado por Castanho, vimos \u00e0 placa indicando &#8220;AM-BR319&#8221; e &#8220;Porto Velho 765 km&#8221;, era o in\u00edcio! Enquanto esper\u00e1vamos a balsa atrav\u00e9s do Rio Tupana, aproveitamos para fazer um lanche. At\u00e9 aqui, tudo estava bem tranq\u00fcilo, mas em pouco tempo j\u00e1 percebemos que n\u00e3o ia ser f\u00e1cil, pois a estrada foi piorando e as pontes aparecendo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[singlepic id=3367 w=320 h=240 float=right]Cruzamos com uns caminh\u00f5es que estavam trabalhando na obra das pontes anteriores e conversamos brevemente com eles. Perguntamos sobre a situa\u00e7\u00e3o das pontes no caminho e, sarcasticamente, eles responderam &#8220;Est\u00e3o muito ruins e n\u00f3s quebramos algumas no caminho!&#8221;. Que not\u00edcia boa heim, era melhor n\u00e3o ter perguntado!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seguimos bem irrequietos, mas para nossa sorte as primeiras pontes tinham apenas uma falha ou outra para desviar, mas a estrutura estava s\u00f3lida, sem s\u00e9rios problemas. Essa tranq\u00fcilidade n\u00e3o durou muito e aos poucos foram surgindo pontes completamente destru\u00eddas. Tivemos que &#8220;re-construir&#8221; algumas pontes, especialmente as entradas e sa\u00eddas, pois devido \u00e0s madeiras soltas e pregos expostos, perigava danificar seriamente o carro. Por isso, sempre par\u00e1vamos, desc\u00edamos do carro, analis\u00e1vamos a situa\u00e7\u00e3o e &#8220;ajeit\u00e1vamos&#8221; o que fosse necess\u00e1rio. E sempre, um de n\u00f3s ficava fora do carro direcionando quem estivesse dirigindo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nosso primeiro susto foi ao chegar \u00e0 ponte que estava pendurada por um fio de a\u00e7o! Os caminhoneiros haviam nos alertado dessa situa\u00e7\u00e3o, mas a sensa\u00e7\u00e3o de ouvir o causo e ver ao vivo \u00e9 completamente outra. O que fazer? Seguir nosso plano de ataque . . . verificamos tudo e fomos com f\u00e9 e concentra\u00e7\u00e3o. Apesar do nervoso e a m\u00e3o suando frio, deu tudo certo!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na travessia das pontes voc\u00ea tem que ter total controle do ve\u00edculo, pois cada movimento \u00e9 m\u00ednimo e n\u00e3o pode haver erro porque sen\u00e3o o pneu pode cair no buraco e o carro ficar preso. \u00c0s vezes atravess\u00e1vamos em 1\u00aa marcha reduzida! Ao mesmo tempo, existe a teoria de acelerar caso a ponte comece a desabar . . . mas como fazer isso em 1\u00aa reduzida? Um grande dilema! Dependendo da ponte consegu\u00edamos vencer esse problema com mais facilidade, mas \u00e0s vezes era simplesmente colocar o cinto de seguran\u00e7a e rezar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[singlepic id=3373 w=320 h=240 float=left]Pegamos tamb\u00e9m um pouco de chuva, o que n\u00e3o nos ajudou muito, pois os pneus j\u00e1 estavam bem desgastados. Ou seja, mesmo com tudo acionado, samb\u00e1vamos adoidado e tivemos que reduzir ainda mais nossa velocidade, que j\u00e1 era de 15 km\/h em m\u00e9dia! Al\u00e9m disso, era bom saber que caso acontecesse alguma coisa, a cada 40 km tinha uma torre da Embratel, que teoricamente \u00e9 quem mant\u00e9m a estrada. Se bem que uma vez tentamos falar com algu\u00e9m da torre, pois j\u00e1 estava escurecendo e cogitamos dormir por ali, mas ningu\u00e9m respondeu ou apareceu . . . ou seja, n\u00e3o sabemos at\u00e9 que ponto elas podem ser consideradas um &#8220;ponto de apoio&#8221;! Mas n\u00e3o tivemos problemas e encontramos lugares bacanas fora da estrada onde acampamos tranquilos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gra\u00e7as a Deus conseguimos atravessar todas as pontes e depois de quatro dias chegamos ao outro lado intacto, mas a cada travessia eram alguns quilos perdidos do nervoso que passamos. Em alguns casos, ap\u00f3s a ponte t\u00ednhamos que parar para relaxar um pouco. A tens\u00e3o foi grande, mas a felicidade tamb\u00e9m! Foi uma experi\u00eancia e tanto e quando chegamos ao final da &#8220;intransit\u00e1vel&#8221; BR319 comemoramos com orgulho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p>[nggallery id=83]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">[singlepic id=3361 w=320 h=240 float=left]Deixamos Manaus para tr\u00e1s ao cruzarmos o Rio Amazonas e iniciarmos o duvidoso trajeto pela BR319. Ao mesmo tempo est\u00e1vamos apreensivos e empolgados! Hav\u00edamos escutado diversas est\u00f3rias sobre esse trecho . . . algumas tranq\u00fcilas e outras preocupantes. 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