{"id":3166,"date":"2010-09-09T13:15:41","date_gmt":"2010-09-09T15:15:41","guid":{"rendered":"http:\/\/challengingyourdreams.com\/?p=3166"},"modified":"2021-02-05T15:33:04","modified_gmt":"2021-02-05T17:33:04","slug":"8-de-setembro-monte-roraima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/v1.challengingyourdreams.com\/?p=3166","title":{"rendered":"8 de Setembro \u2013 Monte Roraima"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">[singlepic id=3198 w=320 h=240 float=left]Trekking ao topo do Monte Roraima . . . uma caminhada que sempre quisemos realizar. Mal pod\u00edamos acreditar que est\u00e1vamos ali, nos preparando para mais esse desafio. Tivemos um briefing com o Magno da <a title=\"saiba mais\" href=\"http:\/\/www.roraima-brasil.com.br\/pt\" target=\"_blank\">Roraima Adventures<\/a> e l\u00e1 conhecemos tamb\u00e9m os integrantes do nosso grupo. \u00c9ramos nove pessoas no total, seis &#8220;viajantes&#8221; e tr\u00eas guias que nos acompanhariam o tempo todo montanha acima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s nosso papo, passamos no supermercado para comprar alguns &#8220;refor\u00e7os&#8221; tal como chocolate, amendoim, bananinha, dentre outros. Depois fomos terminar de arrumar nossas mochilas, pois \u00e0s cinco da manh\u00e3 partir\u00edamos rumo a Vila Paraitepui, na base da montanha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Chegando l\u00e1, fizemos os \u00faltimos ajustes na mochila e estava na hora de caminhar . . . O primeiro dia nos levou at\u00e9 o acampamento no rio Tok, onde chegamos quando j\u00e1 estava escurecendo. Hav\u00edamos percorrido 12 km e apesar de ter sido &#8220;leve&#8221;, j\u00e1 est\u00e1vamos sentindo o peso da mochila nas costas. Tomamos banho, jantamos e capotamos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Logo cedo, um caf\u00e9 refor\u00e7ado e p\u00e9 na trilha. Hoje o percurso nos levou at\u00e9 o Acampamento Base, tendo que atravessar os rios Tok e Kukenan at\u00e9 alcan\u00e7armos nossa parada aos 1870 metros de altitude. Durante o trajeto, fomos batizados pela repentina mudan\u00e7a de clima na montanha e aprendemos que a capa de chuva deveria estar sempre a m\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[singlepic id=3224 w=320 h=240 float=right]Como chegamos cedo ao segundo acampamento, aproveitamos para arejar algumas roupas, seria muito arriscado dizer secar, e curtimos o visual que era simplesmente incr\u00edvel! Est\u00e1vamos no p\u00e9 da montanha, literalmente, e no dia seguinte chegar\u00edamos ao topo. Apesar do cansa\u00e7o, este visual nos dava for\u00e7as e energia para seguir adiante! Al\u00e9m disso, era s\u00f3 olhar para o lado e ver a disposi\u00e7\u00e3o do nosso guia Adelindo que andava sem parar com a simples e t\u00edpica &#8220;mochila&#8221; ind\u00edgena.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O terceiro dia do trek foi bem pesado, pois subimos mil metros e a trilha era bem \u00edngreme, com &#8220;escadas&#8221; enormes. O bom \u00e9 que n\u00e3o falta \u00e1gua, ent\u00e3o pelo menos a hidrata\u00e7\u00e3o era constante e refrescante. De vez em quando, era bom olhar para tr\u00e1s e ver todo o trajeto que hav\u00edamos percorrido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A chegada ao topo foi especial, com direito a um lanchinho preparado pelos guias para repor as energias. Na face da montanha h\u00e1 diversas cachoeiras que mudam de acordo com as chuvas. Pudemos perceber isso claramente, pois na subida as cachoeiras estavam cheias, e como tivemos sorte com o tempo, na descida algumas cachoeiras j\u00e1 haviam\u00a0desaparecido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Chegamos ao Acampamento San Francisco, uma esp\u00e9cie de caverna, e antes de esfriarmos fomos tomar um banho nas &#8220;jacuzzis&#8221;. Infelizmente n\u00e3o eram aquecidas, mas foi muito bom mesmo assim. Depois uma sopinha para esquentar, prato principal e cama, ou melhor, barraca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[singlepic id=3273 w=320 h=240 float=left]O Tepuy Roraima, como \u00e9 conhecido, \u00e9 enorme alcan\u00e7ando uma \u00e1rea de 34 km\u00b2. Ficamos quatro noites conhecendo o topo do monte e caminhamos em m\u00e9dia 15 km por dia! A cada dia a paisagem, vegeta\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00f5es rochosas nos impressionavam mais. Esse lugar \u00e9 \u00fanico, nunca vimos coisa igual! A essa altura j\u00e1 est\u00e1vamos acostumados com a mudan\u00e7a de tempo e j\u00e1 hav\u00edamos elaborado um esquema pr\u00e1tico e eficiente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s capas de chuva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caminho para a outra caverna chamada de &#8220;Hotel&#8221; Coati, j\u00e1 no lado brasileiro, passamos pelo rio Arabopo, o Fosso e a Tr\u00edplice Fronteira que marca a divisa entre o Brasil, Venezuela e Guiana. A chegada ao Coati foi muito bem-vinda e apesar da nossa barraca ficar na entrada da caverna, pegando um pouco de vento, a vista era legal e est\u00e1vamos abrigados. Banho, um bom jantar quente e descanso!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O acampamento ficava pr\u00f3ximo ao Mirante Roraiminha ent\u00e3o, ap\u00f3s um convite do Leo (nosso guia) combinamos de acordar bem cedo e ver o nascer do sol. Infelizmente a n\u00e9voa era demasiada e a vista ficou encoberta, mas valeu \u00e0 pena mesmo assim. No dia seguinte, alguns mais entusiastas do grupo\u00a0tentaram novamente, e dessa vez tiveram sucesso!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se \u00e9 que podemos dizer que houve um dia mais f\u00e1cil foi o dia em que andamos sem mochil\u00e3o nas costas, pois retornamos ao Coati para passarmos mais uma noite l\u00e1. Por estarmos mais leves, deu at\u00e9 para brincar um pouco pulando de &#8220;cogumelo&#8221; em &#8220;cogumelo&#8221;! Nosso destino foi o Lago Gladys, onde almo\u00e7amos, e depois seguimos a um mirante para tentarmos ver a Proa, mas foi em v\u00e3o, pois estava encoberto demais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[singlepic id=3275 w=320 h=240 float=right]O retorno do Coati ao San Francisco nos levou pelo Vale dos Cristais, um lugar bem sereno repleto de pedras brilhantes. Em nosso \u00faltimo dia no topo, antes de iniciarmos a descida, tivemos uma surpresa. O dia amanheceu completamente aberto, com c\u00e9u azul! N\u00e3o perdemos tempo e fomos at\u00e9 a ventana onde tivemos uma vista incr\u00edvel do vizinho Tepuy Kukenan. Maravilhoso! Ficamos l\u00e1 apreciando a vista como duas crian\u00e7as. Como se n\u00e3o bastasse, rebuscamos energia e subimos ao topo do Maverick antes de iniciarmos a dolorosa descida. Maverick \u00e9 o ponto mais alto do monte, e leva esse nome, pois quando visto de longe, realmente semelha-se ao conhecido carro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Levamos dois dias para descer, parando no Acampamento Tok para pernoitar e no dia seguinte chegar \u00e0 vila novamente. A descida realmente atinge muito os joelhos, mas apesar de estarmos exaustos chegamos felizes da vida de volta a Paraitepuy, com um grande sorriso no rosto e uma sensa\u00e7\u00e3o de conquista! Assinamos o livro e comemoramos com uma foto de grupo e depois uma coca-cola gelada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esses oito dias de trekking foram excepcionais. Tivemos muita sorte em fazermos parte de um grupo muito bacana e com guias bem legais. \u00c2ngelo, Carlos, C\u00e9lio e Christophe, valeu pela companhia e bons papos. Vamos marcar nosso pr\u00f3ximo trek juntos! Muito obrigado ao Leo, Marcelo e Adelindo por tornar nosso trek inesquec\u00edvel. Gostar\u00edamos de agradecer tamb\u00e9m ao Magno e a <a title=\"saiba mais\" href=\"http:\/\/www.roraima-brasil.com.br\/pt\" target=\"_blank\">Roraima Adventures<\/a> . Valeu Pessoal!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">[nggallery id=80]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">[singlepic id=3198 w=320 h=240 float=left]Trekking ao topo do Monte Roraima . . . uma caminhada que sempre quisemos realizar. Mal pod\u00edamos acreditar que est\u00e1vamos ali, nos preparando para mais esse desafio. 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